Em coletiva, Delcídio fala sobre exclusão do nome da lista da Lava Jato

O senador Delcídio do Amaral (PT) concedeu entrevista na manhã desta segunda-feira (9) para comentar a exclusão do nome dele da lista dos que serão investigados na Operação Lava Jato. Durante a coletiva o senador reclamou do que chamou de “covardia” dos que lhe acusaram durante a campanha e agradeceu o voto dos que confiaram nele mesmo diante de tudo o que aconteceu.

Delcídio reclamou que foi atacado e que teve dificuldade para se defender das acusações que saíram do campo político e atingiram o pessoal, chegando até aos familiares. Na avaliação dele, isso ocorreu porque tentavam atingir o que ele tinha de mais favorável, que é o fato de ser alguém considerado honrado e que tinha o respeito da população de Mato Grosso do Sul.

Fora da lista de investigados, o senador disse que vai processar quem passou do ponto durante a campanha. “Aqueles que fugiram do campo da política a Justiça vai dizer. Isso fortalece medidas judiciais que vamos tomar. Pior coisa que existe para um homem público é a desonra. Não só me humilharam, mas a minha família. Mas, volto com muito mais força”, declarou, prometendo reverter o dinheiro de eventual vitória na Justiça para instituições de caridade.

Apesar de ressaltar a força do retorno, o senador prefere não falar sobre planos futuros, como a próxima eleição para o e governo do Estado. Na próxima eleição Delcídio terá um cenário diferente, visto que se perder uma disputa para o governo, por exemplo, ficará sem mandato. Ele pode tentar a reeleição para o Senado, mas tem como concorrente o deputado federal Zeca do PT, que também quer ser senador. Todavia, ele garante que não está pensando e nem se preocupando com isso agora.

“Sou desapegado. Deus já me deu muita coisa na vida. Não sou obcecado. O que o partido disser e o povo achar… Se eu chegar a conclusão que acabou o filme, vou sair por ai, tocar um Conselho de Administração, andar pelo mundo, por tudo que é País. Não perco um minuto pensando no que vou ser”, garantiu.

O senador aproveitou para defender o deputado Vander Loubet (PT), que será um dos investigados. Ele disse que o deputado não pode ser condenado ou crucificado por antecipação, sem ter o direito de se defender. “Não dá”, concluiu.

PT e crise

O senador avalia que chegou o momento do PT ajustar o discurso. Para exemplificar ele citou a música “A procura da batida perfeita”, de Marcelo D2, ressaltando que não cabe mais aquele discurso antiquado. Delcídio lembrou de Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou ao poder após mudança do partido.

Delcídio diz que tem conversado muito com a presidente e com Lula, falando justamente sobre este quadro nada favorável e a possibilidade de mudança, que pode afetar o Estado também. Ele explica que Mato Grosso do Sul depende muito do governo federal e que a falta de investimento pode trazer vários problemas nos próximos anos.

Apesar de admitir a crise, o petista rechaçou a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o que classifica como uma bizarrice. Na avaliação de Delcídio, o País terá prejuízo muito maior com uma saída da presidente, que provoca um caos maior, com retirada de investimentos.

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