Em Bonito, mulheres descobrem novas possibilidades na cozinha em curso do Senar

O encerramento do curso de pães, bolos e biscoitos promovido pelo Senar e Sindicato Rural de Bonito em parceria com a Prefeitura Municipal por meio da Secretaria de Turismo do município foi um show de cores. Massas de beterraba, cenoura e batata conquistaram o paladar e os olhos dos alunos e principalmente dos convidados da oficina, que foram até a sede do sindicato participar do evento.

O prefeito Leonel Lemos de Souza Brito (PTdoB) foi um dos primeiros a chegar no encerramento. “Eu gosto de vir no final dos cursos porque é a melhor parte, a da degustação dos produtos”, brinca Leleco. Ao todo 18 mulheres participaram da oficina de gastronomia de terça à quinta-feira (5), no sindicato rural. Segundo o técnico em produção agrícola do Senar e professor do curso, Francisco Ferreira de Souza, mais conhecido como Chicão, a oficina é uma ação de promoção social. “Nós prestamos serviço para o Senar, vamos até o interior para dar esses cursos, eu trabalho com quatro cursos de gastronomia e esse é um deles. Sou técnico agrícola, não tem nada a ver, mas tem. Começou como um hobbie pra mim e depois cresceu. Montei o curso em 2000, faz 14 anos que viajamos os municípios ministrando essas aulas”, explica.

Essa não é a primeira vez que o Senar promove cursos no Sindicato Rural. De acordo com o presidente do sindicato, Marcelo Bertoni, a parceria é antiga. “Já tivemos mais de 100 cursos por ano no Sindicato Rural e grande parte do Senar. Nossa proposta é oportunizar os cursos para a comunidade, trazer a profissionalização, melhorar as atividades e que essas pessoas tenham uma opção de renda”, explica Bertoni.

Para Leleco, a ideia pode ser expandida. “Observando o resultado do curso, eu penso que poderíamos nos organizar e oferecer esse curso para os profissionais que trabalham com a merenda nas escolas e creches do município. São pães de beterraba, cenoura, enfim, produtos que vão para as escolas e podem ser reaproveitados em pães. Melhorando ainda mais a alimentação das nossas crianças”, acredita.

A artesã Dirce Macedo, 63 anos, participou pela primeira vez do curso e adorou a iniciativa. “Foi muito produtivo. Eu sempre quis fazer um curso assim e nunca tive uma oportunidade. Eu e minha filha queremos montar um cafezinho na cidade, então esse curso foi perfeito. Em casa eu amo mexer com tudo isso, bolo e pão, mas ter a ajuda de um profissional faz a diferença”, confessa.

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