Deputado Paulo Corrêa critica alta nos impostos e diz que país está vivendo terrorismo fiscal

O deputado Paulo Corrêa afirmou hoje durante seu discurso na Assembleia Legislativa que o governo federal está provocando um terrorismo fiscal no país quando o necessário seria fazer um ajuste fiscal.

Inconformado com o aumento de impostos em diversos setores da economia, o parlamentar, que é Presidente da Comissão de Turismo, Indústria e Comércio da Assembleia, destacou que a população é a principal prejudicada no processo, criticou as ações da presidente Dilma Rousseff e propôs uma discussão na Assembleia Legislativa. “Não podemos legislar sobre os impostos, mas podemos formar opinião”, declarou.

Paulo Corrêa falou ainda que o correto seria cortar gastos no governo. “Temos que nos mobilizar porque os caminhoneiros, os empresários e a população no geral estão protestando e o governo federal está falando que isso é normal. Ao contrário do que o ministro da fazenda disse sobre o aumento do combustível, isso não é uma brincadeira, isso é muito sério. O aumento do combustível, o aumento da energia elétrica e qualquer outro aumento impactam diretamente em outros produtos pelo menos 15%. Temos que rever este conceito. Eu nunca vi em um país que entra em recessão um governo com 39 ministérios. Fala-se muito em aumentar impostos, mas não se fala em cortar da ‘própria carne’ as despesas do governo federal. Ninguém pode pagar 39 ministros do governo federal”, criticou.

Em aparte ao discurso do deputado Paulo Corrêa os deputados estaduais João Grandão (PT) e Pedro Kemp (PT) parabenizaram o parlamentar pela abordagem do tema e também criticaram o aumento de impostos.

Paulo Corrêa pediu o apoio dos outros deputados para discutir o assunto na Assembleia. “Temos que trazer para esta casa a discussão, envolver o governo do estado e trazer o agropecuarista, o agricultor, o industrial, dividido por setores, para ver qual é o impacto sofrido e quais as sugestões. Temos que fazer uma administração tributária no país porque se continuar como está não sabemos onde vai parar. O governo federal está matando a produção do país, o desemprego já é recorde e o preço do dólar é assustador”, falou.

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