Deputado federal Marun defende sessões abertas na CPI da Petrobrás

O deputado federal Carlos Marun participou da CPI da Petrobrás realizada nesta terça-feira (10), onde aconteceu a oitiva do ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco.

O parlamentar sul-mato-grossense fez questão de anotar minuciosamente detalhes das que respostas feitas por Barusco sobre os questionamentos decorrentes da investigação. O ex-gerente da Petrobrás foi o primeiro convocado que compareceu ao colegiado para prestar depoimento.

Ao ser questionado sobre como era dividido o montante desviado, Barusco disse que não sabe exatamente quanto era repassado ao partido, mas garantiu que um percentual da propina ia para o PT.

“Cabia a mim uma quantia que eu recebi e ao PT outra quantia. Eu estimo que cabia a ele [ao partido]ter recebido entre US$ 150 e 200 milhões. Não sei como o João Vaccari Neto [tesoureiro do PT]recebeu, se recebeu. Se foi doação oficial, se foi conta no exterior. Sei que existia uma quantia de propina para o PT”, afirmou o ex-gerente. Barusco disse ainda que não tem condições de afirmar se o dinheiro foi efetivamente entregue ao partido por Vaccari Neto.

Barusco relatou à CPI que a propina paga pelas empresas contratadas pela Petrobras variava entre 1% e 2% dos valores dos contratos. Do total desviado, metade era destinada para o PT, por meio de João Vaccari, e metade para a “casa” (diretores da Petrobras envolvidos no esquema). Ele citou os nomes de Renato Duque, ex-diretor da Petrobras; Jorge Luiz Zelada, ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, e Roberto Gonçalves, que o sucedeu na Petrobras.

Antes da oitiva de Barusco, Marun defendeu que as sessões da CPI da Petrobrás sejam abertas. “Entende que as sessões devem ser abertas, pois a população brasileira quer participar do processo de apuração dos culpados”.

Carlos Marun aproveitou sua fala para parabenizar o presidente da Câmara Federal, deputado federal Eduardo Cunha pelo seu depoimento espontâneo e sua imediata prestação de esclarecimentos e pede a substituição dos investigados na CPI, entendendo que investigados não devem investigar.

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