Conselho de Desenvolvimento Rural de Nioaque promove palestra com laticínio

Na ultima sexta-feira (06) aconteceu uma reunião com diversas lideranças do ramo de leite no salão do CRAS,durantereunião ordinária do CMDR com presença do prefeito Gerson Garcia Serpa, vereador Jorge Lemes, Secretario de Desenvolvimento Rural, Jorge da Silva Pires e o senhor Hernandes Ortiz ,representando as industrias de laticínio do estado de Mato Grosso do Sul e vários produtores de leite e representantes dos assentamentos do município.

O prefeito deu as boas vindas a todos participantes e em seguida o Engenheiro Agrônomo da secretaria de desenvolvimento rural e secretario do CMDR, Vando Quevedo fez abertura da reunião agradecendo a presença de todos e fez considerações sobre a pecuária leiteira do município de Nioaque, segmento do agronegócio que sempre passa por variações de altos e baixos em todo o território nacional. Em Nioaque não tem sido diferente, são quase que unânimes as reclamações das mais de 1800 famílias do meio rural sobrevivem ou trabalham sistematicamente com a bacia do leite que atravessa momento de dificuldades na comercialização e na produção em função da seca, logística, atravessadores, pastagens degradadas, falta de manejo adequado de rebanho. E por isso, prosperar neste ramo não é algo fácil, requer muito trabalho, dedicação, manejo e tecnologia.

O Senhor Hernandes Ortiz, presidente da Coopavil-Cooperativa Agroindustrial do Vale do Ivinhema e do Silems- Sindicato das Indústrias e Laticínios do Estado do Mato Grosso do Sul agradeceu a oportunidade de realizar essa palestra sobre os desafios da cadeia do leite e também fazer considerações sobre a instalação do laticínio Santa fé de Nioaque.

Segundo Hernandes, a maior dificuldade do setor é a falta de políticas públicas com interesse no desenvolvimento sustentável deste ramo e a permanência do homem no campo. Além dos enfrentamentos, às importações, estímulos à produção, isenção de impostos na compra de insumos e equipamentos para haver um aumento na produção com menos custo.

O mercado de derivados do leite está estagnado, sem contar o agravante de importações que reprimem os preços. Por causa da crise na economia, nós já vivemos um momento de vendas retraídas, levando em conta que os produtos lácteos não são considerados de primeira necessidade como o arroz, feijão e o óleo. “Quando estamos em crise, o consumo reduz inevitavelmente”, analisou Ortiz, completando que, com o excesso de produção e de oferta, causa uma baixa demanda dos produtos lácteos deixam os produtores e empresários desanimados.

“Isso tudo vem se agravando com a atual conjuntura econômica. Entre os problemas em nível nacional, temos a grande oferta de matéria-prima com baixo consumo e várias empresas enfrentando problemas de recuperação, sendo que algumas até fecharam as portas deixando produtores sem receber até aqui em Nioaque/MS. Esse cenário acaba refletindo também em Mato Grosso do Sul”, ponderou o presidente do Silems.

Finalizando disse que o laticínio de Nioaque já se encontra com a planta pronta e aguardando apenas liberação de recursos do FCO banco do Brasil para iniciar as ações de implantação.A produção inicial será de 15.000 litros de leite por dia e que processará itens como leite pasteurizado, mussarela, queijo provolone, iogurte, bebida láctea entre outros.Os conselheiros saíram satisfeitos da reunião e tiraram diversas duvidas com relação à formação do preço do leite/conseleite, sobre possíveis parcerias para compra de resfriadores que hoje é um entrave, inseminação precoce de novilhas de 11-13 meses para antecipar produção e preços a serem praticados pela indústria após instalações.

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