Fracasso de Arroyo no TCE mexe com sonhos de vereadores e deputado

As frequentes derrotas do deputado Antônio Carlos Arroyo (PR), na tentativa de conseguir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE), está mexendo com os sonhos de vereadores e deputados. Isso porque mantido o veto a Arroyo, surgem novos beneficiados com o cobiçado cargo.

O deputado estadual Flávio Kayatt (PSDB) é o mais cotado para assumir a vaga, caso Arroyo seja cortado. Se isso acontecer, o vereador Herculano Borges (SD) e a vereadora Juliana Zorzo (PSC) serão os principais beneficiados.

A dança das cadeiras acontece porque a ida de Flávio Kayatt para o TCE garantiria a vaga de deputado a Herculano Borges, que por sua vez deixaria a vaga na Câmara para Juliana Zorzo, que é suplente dele.

A possibilidade é grande diante das freqüentes derrotas de Arroyo na Justiça. Até agora ele não conseguiu liminar para derrubar a decisão de suspender, até o julgamento final no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, a indicação dele. Até o prefeito Gilmar Olarte (PP) já trabalha com a possibilidade.

Diante de freqüentes boatos de que Juliana Zorzo sairá da presidência da Fundação de Cultura, o prefeito disse que ela só sairá se for para voltar à Câmara de Campo Grande. Isso poderia acontecer se ela fosse contemplada com a dança das cadeiras com a ida de Kayatt. Também há outra possibilidade remota, como a ida de um vereador para alguma secretaria.

Polêmica

Arroyo foi indicado ao cargo pelo ex-governador André Puccinelli (PMDB), mas teve o processo contestado pelos conselheiros, que avisaram a Assembleia da suspeita de irregularidades, mas não foram ouvidos.

Indignados, os conselheiros entraram com ação judicial pedindo a anulação da aposentadoria de  José Ricardo Pereira Cabral. Eles alegam que o conselheiro desrespeitou trâmites legais quando assinou a própria aposentadoria, o que acabou beneficiando Arroyo.

O grupo ligado ao deputado temia que a escolha ficasse para Reinaldo Azambuja, o que poderia inviabilizar sua indicação, já que a vaga é de indicação do governo. Se Arroyo perder a disputa judicial, caberá a Azambuja fazer a indicação.

 

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